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O que é o hálito Ozempic e porque aumenta o consumo de pastilhas de menta?

Mulher sentada numa mesa a tomar um comprimido, com medicamentos e garrafa de água à sua frente.
Neste artigo
  1. O alegado hálito Ozempic aumenta o consumo de pastilhas de menta
  2. GLP-1 e as alterações nos hábitos de compra
  3. Mau hálito, boca seca e os cuidados recomendados

Depois da cara Ozempic e dos dedos Ozempic, fala-se agora de um possível novo efeito secundário associado aos injetáveis para emagrecer, que estará a impulsionar uma nova tendência de consumo: as pastilhas elásticas de menta. Mas em que consiste, afinal, o chamado «hálito Ozempic»?

O alegado hálito Ozempic aumenta o consumo de pastilhas de menta

Quem recorre a injetáveis para emagrecer poderá estar a fazer crescer a procura e o consumo de pastilhas elásticas, sobretudo as de menta, numa tentativa de combater o alegado «hálito Ozempic».

A indicação surgiu depois de a norte-americana Hershey ter identificado, no último trimestre, uma subida na procura por pastilhas. Em declarações à CNBC, Kirk Tanner, diretor-executivo da empresa de chocolate com mais de um século, explicou que as vendas aumentaram 8% nos últimos meses, não devido aos produtos doces comercializados pela marca, mas por via dos rebuçados e das pastilhas. O responsável associou esta evolução ao maior número de utilizadores de medicamentos GLP-1, categoria que inclui opções como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. "As vendas em lojas da nossa terceira maior marca de doces, Ice Breakers, aumentaram mais de 8% no trimestre", afirmou o responsável ao site.

GLP-1 e as alterações nos hábitos de compra

A Hershey não é a única marca a assinalar mudanças deste tipo. A CNBC noticiou também que a Lindt & Spruengli verificou que as vendas de chocolate premium cresceram mais entre as pessoas que tomavam esses injetáveis do que entre aquelas que não os consumiam, segundo dados divulgados em março.

Mau hálito, boca seca e os cuidados recomendados

Embora o mau hálito não conste oficialmente entre os efeitos secundários deste medicamento, cada vez mais utilizado para perder peso - estima-se que seja usado por 12% da população norte-americana -, as alterações nas vendas já são visíveis. Especialistas em medicina dentária não estabelecem uma ligação entre este tipo de medicamentos e a halitose, mas referem a boca seca, que pode resultar de desidratação e de alterações na saliva em pessoas que tomam GLP-1. Quando o problema é o mau hálito, as recomendações são simples: beber mais água, utilizar elixir oral, escovar cuidadosamente os dentes - sem esquecer a língua - e mascar pastilhas sem açúcar.

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João Miguel Figueiredo

João Miguel Figueiredo é investigador e comentador especializado em vaiterbolo, com experiência na análise das suas regras, estratégias e evolução competitiva. Dedica-se à divulgação da modalidade em Portugal, acompanhando competições, formação de atletas e inovação técnica ligada ao vaiterbolo.

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